|
Existem algumas condições bem definidas que causam infertilidade masculina. Para estes casos, existem tratamentos clínicos específicos, que podem contribuir para restaurar a fertilidade do indivíduo. Certos hábitos de vida podem causar diminuição da fertilidade. Em cerca de 5% dos homens com dificuldades para ter filhos, a causa reside nos hábitos de vida inadequados. A exposição a agentes tóxicos no trabalho e o uso de medicamentos ou drogas com efeito tóxico para os testículos pode causar infertilidade. Se um homem com dificuldade para gerar filhos estiver usando algum dos ítens do quadro 1, deverá interromper o seu uso ou conversar com o seu médico sobre a possibilidade de substituí-los. No quadro 1, encontram-se enumerados as principais substâncias tóxicas que comprovadamente alteram a saúde reprodutiva do homem. |
||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Representa menos de 1% das causas de infertilidade masculina. Pode ser congênito (síndrome de Prader-Willi, síndrome de Kallmann, síndrome de Laurence-Moon) ou adquirido (radioterapia, tumores benignos da hipófise, infarto da hipófise, uso de esteróides anabolizantes). No hipogonadismo hipogonadotrófico, a hipófise (glândula localizada no cérebro) não é capaz de liberar os hormônios que irão atuar sobre os testículos. Consequentemente, as características físicas masculinas (pêlos, voz grossa, massa muscular) são deficientes; há atrofia testicular, e ausência da produção de espermatozóides (azoospermia).
A prolactina é um hormônio produzido pela hipófise. O aumento da produção pode levar tanto à infertilidade quanto à impotência sexual, porque a prolactina em excesso diminui a liberação dos outros hormônios da hipófise. A hiperprolactinemia pode ser causada por doenças do fígado, da tireóide, pelo uso de certos medicamentos (antidepressivos tricíclicos, fenotiazinas), ou por tumores da hipófise. Muitas vezes, entretanto, a causa da hiperprolactinemia é desconhecida.
Acomete cerca de 0,6% dos homens inférteis. Na maioria das vezes, o quadro clínico é exuberante, e inclui fadiga, reflexos lentos, obesidade, etc. Entretanto, em cerca de 3% dos casos, não há sintomas. O mecanismo pelo qual o hipotireoidismo causa infertilidade ainda é obscuro. O tratamento baseia-se na reposição dos hormônios da tireóide.
As causas podem ser: (1) lesão nos nervos responsáveis pela ejaculação (exemplo: cirurgias, diabetes); (2) lesão no esfíncter da bexiga (cirurgias no colo vesical e uretra prostática); (3) Sem causa conhecida. Quando a causa não é conhecida ou quando o problema é devido ao diabetes, o tratamento com medicamentos resolver 30% dos casos.
Quando a causa for o diabetes, o tratamento com medicamentos, como no caso da ejaculação retrógrada, pode restaurar a ejaculação. Nos casos refratários, após LNRP com anenjaculação e nos pacientes com trauma de medula Quando o problema é causado por cirurgias, ou por traumatismos na medula espinhal, a reprodução assistida está indicada.
Cerca de 25% dos casos de infertilidade masculina não tem causa conhecida. Muitos médicos tem tratado estes homens por meio de um tratamento empírico, ou seja, baseado em conceitos teóricos, mas sem eficácia comprovada. Vários medicamentos tem sido utilizados, entre eles: (1) os anti-estrogênicos (citrato de clomifeno, citrato de tamoxifeno), os (2) androgênicos (mesterolona, terapia rebote com testosterona), (3) gonadotrofinas (hCG, HMG, FSH purificado), (4) vitaminas A, C e E, (5) pentoxifilina, (6) kalicreína e (7) glutationa.
Radicais livres de oxigênio (RLO) são produzidos pelo metabolismo das células do nosso organismo. Em quantidades normais, os RLO desempenham funções importantes em determinados tipos celulares, incluindo os espermatozóides. Por outro lado, a produção excessiva de RLO "estresse oxidativo", ou seja, dano celular progressiva. Doenças crônicas, processos infecciosos, envelhecimento, exposição a toxinas e determinados tipos de alimentos aumentam o processo oxidativo e, consequentemente, o dano celular. No campo da reprodução humana, o papel do estresse oxidativo na diminuição da função dos espermatozóides tem adquirido grande importância nos últimos anos, pois várias causas de infertilidade masculina associam-se à produção excessiva de RLO, como por exemplo, a infecção genital, a varicocele, a vasectomia, a exposição a toxinas, etc. No aparelho genital masculino, os grandes produtores de RLO são os espermatozóides defeituosos, presentes em abundância no sêmen dos indivíduos inférteis, e os leucócitos. O fluido seminal, por sua vez, é composto por diversas substâncias antioxidantes (urato, ergotionina, vitamina C e E, superóxido dismutase, lactoferrina, transferrina, ceruloplasmina, etc.). |
||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Leitura Recomendada Esteves SC: Infertilidade Masculina: Propedêutica e Diagnóstico. In: Rodrigues Netto N Jr: Urologia Prática. Campinas, Brasil, no prelo. Muglia R, Freitas E, Batista MC: Tratamento clínico da infertilidade masculina. In: Sociedade Brasileira de Urologia. I Consenso Brasileiro de Infertilidade Masculina. São Paulo, BG Editora e Produções Culturais Ltda., no prelo. Wang C et al: Comparison of the effectiveness of placebo, clomiphene citrate, mesterolone, pentoxifylline, and testosterone rebound therapy for the treatment of idiopathic oligospermia. Fertil Steril 40:358, 1983. World Health Organization: A double-blind trial of clomiphene citrate for the treatment of idiopathic male infertility. Int J Androl 15:299, 1992. Jarow JP: Endocrine Evaluation of Infertile Male. Urology, 50:659, 1997. Hakim LS & Oates RD: Nonsurgical treatment of male infertility: Specific Therapy. In: Lipshultz LI & Howards SS, eds. Infertility in the Male. St. Louis, Mosby Year Book, 3rd Ed., 1997, p. 395. Jarow JP: Nonsurgical treatment of male infertility: Empiric therapy. In: Lipshultz LI & Howards SS, eds. Infertility in the Male. St. Louis, Mosby Year Book, 3rd Ed., 1997, p. 410. Aitken RJ: Leukocytospermia, oxidative stress and sperm function. In: Hellstrom WJG ed. Male infertility and sexual dysfunction. New York, Springer-Verlag, 1997, p.100. Neal DE: Infections and infertility. In: Hellstrom WJG ed. Male infertility and sexual dysfunction. New Yok, Springer-Verlag, 1997, p.284. |
||||||||||||||||||||||||||||||||
![]()
©Androfert - Centro de Referência em Medicina Reprodutiva - Todos os Direiros Reservados.
Av. Dr. Heitor Penteado , 1464 - Taquaral - - CEP 13075-460 - Campinas - São Paulo - Brasil - Fone: 55(19)3295-8877 • Fax: 55(19) 3294-6992
Política de Privacidade | Mapa do Site | Contato
![]()
Nós aderimos aos princípios da charte HONcode.
Verifique aqui.